sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ela coloca os sapatos e sorri para ele, ele coloca o chapéu e oferece o braço a ela. Com uma mão segura-lhe o braço, com a outra, o vestido. Tudo com a mais perfeita delicadeza que somente ela possuia, por causa de suas pequenas mãos. Ele, masculinamente desastrado, acaba pisando no vestido solto ao seu lado, mas nenhum dos dois percebe: por ser muito comprido, só se perceberia caso ele parasse e ela continuasse andando, e mesmo assim, só depois de uns dois ou três passos.
Começam a descer as escadas vagarosamente - nenhum dos dois estava acostumado a tais vestimentas, costumavam usar coisas mais confortáveis. A mão que levava o vestido agora também se apoia no corrimão, e a outra mão resolveu levar o vestido também.
Ao chegar lá em baixo, ele levou-a até o sofá, e, sentando-se ao seu lado, começaram a conversar com uma tranquilidade que só um dava ao outro.
No cômodo ao lado, havia quatro pais muito corujas que revezavam-se à porta para espiá-los e tirar fotos com a digital portátil do casal anfitrião e os 4 celulares. Felizmente para as baterias, três deles desistiram após 20 minutos ou meia hora, e a quarta mãe, com sua câmera digital, demorou cerca de 40 para tal.
As duas crianças, ainda vestidas nas roupas dos pais da menina, acabaram por desistir também, e adormeceram no sofá depois de uma hora e pouco.

0 comentários: